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    A Saideira


    carta minha para o ainda presidente do senado, escrita pelo Chico Buarque....long time ago TODAY

    Hoje você é quem manda
    Falou, tá falado
    Não tem discussão
    A minha gente hoje anda
    Falando de lado
    E olhando pro chão, viu
    Você que inventou esse estado
    E inventou de inventar
    Toda a escuridão
    Você que inventou o pecado
    Esqueceu-se de inventar
    O perdão

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Eu pergunto a você
    Onde vai se esconder
    Da enorme euforia
    Como vai proibir
    Quando o galo insistir
    Em cantar
    Água nova brotando
    E a gente se amando
    Sem parar

    Quando chegar o momento
    Esse meu sofrimento
    Vou cobrar com juros,
    juro
    Todo esse amor reprimido
    Esse grito contido
    Este samba no escuro
    Você que inventou a tristeza
    Ora, tenha a fineza
    De desinventar
    Você vai pagar e é dobrado
    Cada lágrima rolada
    Nesse meu penar

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Inda pago pra ver
    O jardim florescer
    Qual você não queria
    Você vai se amargar
    Vendo o dia raiar
    Sem lhe pedir licença
    E eu vou morrer de rir
    Que esse dia há de vir
    Antes do que você pensa

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Você vai ter que ver
    A manhã renascer
    E esbanjar poesia
    Como vai se explicar
    Vendo o céu clarear
    De repente, impunemente
    Como vai abafar
    Nosso coro a cantar
    Na sua frente

    Apesar de você
    Amanhã há de ser
    Outro dia
    Você vai se dar mal
    Etc. e tal

     

    apesar de você - chico buarque




    Escrito por rebecca às 06:29:02
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    a tragédia anunciada de 12 de setembro OU o senador continua sem saber o que é a saideira

    A ressaca descaradaMENTE emocional Estampada no porre DESMORALIZADO Pelo batimento dos dentes Pela tristeza dos olhos O descaso dos homens E MULHERES que do tempo - debaixo do mesmo céu - fizeram cair navalhas e raios de sol
    Estampada a fraqueza dos lábios
    Esgotados os shots de pinga be erre até que do céu de onde chovem navalhas despencam photografias E estranhos olhares vencidos ABERTAmente vencidos singelaMENTE molhados pela frustração do jantar deste dia
    Pela alegria de esperar a manhã da confusão incerta
    da perfeição do acaso com pão e manteiga

     

     

    rebecca nf



    Escrito por rebecca às 05:56:43
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