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    A Saideira


    passou no café

    Pisaram nos calos. De tempos em tempos. Os estilos mais livres. Os instintos mais lentos. A música alta. A menina da turba. Ouço a nota da corda. Resta a letra cansada. E calos pisados. Eu? Acorda! Não, eles! Os descamisados. Há tempos traídos. Nos sonhos escassos umbigos sucumbidos aos preços. E aos pedaços de terra. Quem me dera ser forte pra ignorar a morte. Minha? Acorde! A deles. A que se faz nas filas. A do último suspiro que se ouviu na ponte. A mesma do tiro de ontem à noite. A mão dos poetas mais tristes. A letra cansada que existe. E persiste na lentidão do acaso. No prato raso de comida. E mel. Na vida nobre que adoeceu. Quem? Estes daqui que você não conhece. Eu? Quem sabe...o instinto é mesmo coisa do fogo e do lento sono que arde.

     

    rebecca nf

    publicado no Café Literário#37 que começa a ser distribuído (gratuitamente, como sempre foi) a partir das 24h do dia 20 de junho de 2008



    Escrito por rebecca às 22:35:36
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